Paróquia Concórdia, Bairro Canivete, Linhares,ES - da Igreja Evangélica Luterana do Brasil
POR QUE BATIZAMOS CRIANÇAS? PARTE 1
Batizamos crianças porque:
a) JESUS ORDENOU – Ler Mt 28.19 – “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.”; Mc 16.15,16.Crianças não devem ser excluídas. Elas fazem parte de “todas as nações” e são “criaturas de Deus.”
b) CRIANÇAS TEM PECADO – Ler Rm 3.23. Nascem em pecado – Sl 51.5 e são por natureza filhos da ira – Ef 2.3. Que crianças têm pecado prova-se no fato delas morrerem, pois “o salário do pecado é a morte” – Rm 5.12; 6.23. Assim sendo, necessitam da graça de Deus, da regeneração e do perdão. E tudo isso recebemos no batismo.
c) SÃO CARNE, NASCIDAS DA CARNE – Jo 3.6, e, como tais, perdidas no pecado, pois “carne e sangue não podem herdar o reino de Deus” – 1Co 15.50; precisando, por isso, primeiro “nascer da água e do Espírito” – Jo 3.5. Ou seja, aquele que despreza o batismo não pode “entrar no reino de Deus.”
d) O BATISMO tomou lugar da CIRCUNSIÇÃO – Ler Cl 2.11,12, que era uma aliança eterna – Gn 17.7; e no Antigo Testamento as crianças eram circuncidadas com apenas 8 dias de idade. ACircuncisão era uma operação, um corte da “pele que cobre a glande do pênis.”
e) O Novo Testamento e a história comprovam que a igreja cristã sempre batizou crianças, desde os tempos apostólicos. “Falaremos desse ponto no próximo artigo.”
f) Jesus pediu que lhe trouxessem as crianças – Mt 19.14; “... não os embaraceis (não proíbam) de vir a mim...” pois é da sua vontade que também elas sejam regeneradas e salvas – Mt 18.14.
g) A promessa do batismo é também para elas – At 2.39; “... para vossos filhos...” assim como a circuncisão o era para as crianças no Antigo Testamento.
Ora, sabemos que a criança não está em condições de ouvir a Palavra de Deus, para que nela se opere a fé. Resta o Batismo. Por isso diz Pedro: “Agora vos salva o Batismo” – 1Pe 3.21. Se o batismo salva então quer dizer que opera a fé, pois “sem fé é impossível agradar a Deus” – Hb 11.6. Por isso Jesus pede aos seus seguidores que lhe tragam as crianças – Mt 19.14, para que recebam o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo – Tt 3.5.
O problema todo dos que negam o batismo infantil está no fato de acharem que o homem precisa ou pode fazer alguma coisa para se salvar, que é o homem que se converte, que escolhe a Deus e a hora de sua conversão – e que a criança não pode fazer isso. Na verdade nem uma criança e nem um adulto pode se salvar ou crer por si só, tudo é obra e graça de Deus. Confiram o que dizem as seguintes passagens bíblicas a respeito: Ef 2.8,9; Jr 32.18; Jo 6.44; 15.16; 1Co 2.14; Ef 1.1,5.
É importante ainda lembrar que o valor do batismo não está na quantidade de água, se é mergulhado ou não; nem no ritual litúrgico, mas sim, o valor e poder estão na Palavra.
No original grego encontramos a palavra Baptizw – batizarque significa as duas coisas: submergir (mergulhar) e aspergir (aplicar água). Cristo ordenou batizar, sem dizer a maneira e muito menos a quantidade de água. Então, o importante no batismo é usar água e a Palavra de Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – Mt 28.19. Este batismo é válido para sempre.
Pastor Silvair Litzkow – Igreja Luterana – Paróquia “Cristo Rei”
Culto de Confirmação
No dia 27 de maio, na CEL “Concórdia” de Canivete, foi realizado o culto especial de Confirmação. Foram 7 jovens que confirmaram a sua fé no Deus triúno. Na foto, da esquerda para a direita: Wilian Cristian Schultz, Higor Raymundo Laurett, Maykol Hoffmann Silva, Michelly Cleto Martins, Christian Guerra Hoffmann, Higor Gineri, Rafaella Wagner da Silva.
O culto foi dirigido pelos pastores: Helmar Hoffmann, Jadir Carlos Mundt e Gilson Hoffmann.
CASAMENTO DE DIVALDO E QUETRA
No
dia 26 de maio, na CEL “Martinho Lutero” de Sooretama, aconteceu a união
matrimonial de Divaldo e Quetra.
Felicidades
ao casal!
“E quando ficarem velhos, eu serei o
mesmo Deus; cuidarei de vocês quando tiverem cabelos brancos. Eu os criei e os
carregarei; eu os ajudarei e salvarei” (Isaias 46.4)
A Rainha de um Reino Unido
As belas imagens dos ingleses ao redor da rainha Elisabeth, celebrando os seus sessenta anos de reinado sobre Reino Unido, transpareceu fidelidade do povo para com aquela respeitosa senhora.
A aparente fidelidade do povo a sua rainha destoou com o próximo assunto do jornal: a saída de Ronaldinho do Flamengo. Foi inevitável lembrar o quanto foi saudado por aquela torcida – quase como um rei. Agora é vaiado e declarado traidor.
A família real britânica também tem múltiplas histórias de infidelidade e escândalos. Por isso podemos acompanhar todos os assuntos e dizer: gente como agente. Podem ter brilho! Podem ter coroa! Mas seu reino terá seu fim logo ali adiante. Assim como um ídolo dos esportes é exaltado em um momento e recebe vaias no outro.
De fato, não importa o tamanho e a duração do reinado, a verdade se renova como diz a Bíblia em Isaías 40.6b e 8: “todos os seres humanos são como a erva do campo e toda a força e glória deles é como uma flor do mato. A erva seca, a flor cai, mas a palavra do nosso Deus dura para sempre.”
Jesus é a Palavra viva, que se fez gente (Jo 1.14) e por isso Ele é o Rei dos Reis, pois seu reinado é eterno! Se Jesus é rei, quem é a nossa rainha?
Jesus instituiu e adornou a Igreja como sua Rainha! Infelizmente, muitas vezes transparece a aparência de um reino desunido por placas e denominações. Mas na verdade a verdadeira rainha, que é a Igreja, não são as paredes de um templo, não é o sino que soa, não são os líderes, papas, padres e pastores... a Igreja são as pessoas ao redor da Palavra de Deus. Pessoas que são naturalmente infiéis, contraditórias, escandalosas, mas que são agraciadas com o perdão por meio da obra de Jesus, o único completamente fiel.
Assim, toda vez que uma pessoa reparte o pão e, sobretudo, o perdão, a grande rainha, a Igreja de Jesus, desfila e celebra o seu reinado renovado pela Palavra Viva de Deus. Provavelmente as ações dessas pessoas simples não serão acompanhadas nos noticiários, nem mesmo comemoradas como um gol de um grande jogador. Também não serão parte de um reino de sessenta, setenta ou oitenta anos, mas de um Reino que dura para sempre. Nossa oração é que de fato, esse reino seja verdadeiramente Unido.
Ismar Lambrecht Pinz
Comunidade Luterana Cristo Redentor,
Três Vendas - Pelotas, RS
Cachoeiras que sobem
Qual seria o resultado da CPI do Cachoeira se o Espírito Santo fosse o relator do inquérito? Sem dúvida, as corredeiras da corrupção vazariam de vez para o fosso das águas podres e a verdade triunfaria. “Rios de água limpa vão jorrar do coração de quem crê em mim” (João 7.38), prometeu Jesus ao falar do Espírito Santo. Também chamado de Espírito da Verdade, ele é lembrado neste Domingo de Pentecostes quando foi “derramado” copiosamente sobre os apóstolos (Atos 2). Por isto, se a palavra “cachoeira” hoje nos lembra tanta imundícia, é bom ouvir esta história bíblica, até porque estamos cansados com tantas mentiras lavadas. Carecemos de águas correntes e limpas. Necessitamos urgentemente de torrentes cristalinas e puras.
Conta o livro de Atos que chamas em forma de línguas de fogo se espalharam sobre a cabeça dos discípulos. Isto sugere algo: quem tem o Espírito Santo, carrega a verdade na cabeça e na ponta da língua, um fogo que incendeia e ilumina. No entanto, Tiago lembra que ao mesmo tempo “a língua é um fogo que vem do próprio inferno (...) Ela é má, cheia de veneno mortal, e ninguém a pode controlar. Usamos a língua tanto para agradecer ao Senhor e Pai como para amaldiçoar as pessoas (...) Por acaso pode a mesma fonte jorrar água doce e água amarga?” (3.1-11). Pior que pode. Aqueles que têm o Espírito da verdade carregam junto o espírito da falsidade.
Por isto não dá para falar de boca cheia dos corruptos lá de Brasília. “Se dizemos que não temos cometido pecados, fazemos de Deus um mentiroso”, admite João na sua primeira carta. Mas daí surge os rios de água limpa que jorram no coração daquele que crê na Verdade – Jesus. Um banho diário, completo. Uma purificação que transforma. Concluindo, o que falta nesta sociedade são cachoeiras ao contrário, rios que sobem os morros, águas que desobedecem à lei da gravidade. Ou seja, a verdade como regra e não como exceção.
Marcos Schmidt - pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS
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